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A bondade perdida

Foto do escritor: Camilla Fiorito
Camilla Fiorito
há 11 minutos
2 min de leitura

Ah, a bondade! Passou pela rua torta e não achou o seu rumo.


Perdida se encontra e o caminho para a procura lembra uma floresta intocável. Resgate de difícil acesso, com sirenes de emergência ligadas, sem hora para recuar ou cessar.   


A bondade, em sua forma pura, é uma virtude que poucos possuem e vai muito além de realizar boas ações e inúmeros atos de benevolência.


Ela se torna potente em um mundo onde o egoísmo se faz tão presente. Uma força que irradia gentileza, compaixão e compassividade, trazendo respeito e a percepção do outro na validação do ser.


Traz a verdade com clareza e direção, sem ferir. Não busca atenção para si, assim como não é a dona do grande palco de teatro. Os detalhes, por menores que sejam, ficam reservados, sem plateia constante, onde o anonimato não gera desconforto. Requer honestidade, paciência, justiça.


A bondade faz parte de uma escolha sólida e não de uma jornada passageira. Quando somos seres naturalmente bondosos, as atitudes acontecem de forma genuína, sincera, sem pretensão disso ou aquilo. Simplesmente acontecem.


Na rotina diária, as pessoas bondosas são frequentemente confundidas com pessoas boazinhas, o que não cabe dentro daquilo que a bondade realmente é. 


O ser bonzinho, geralmente, nasce do medo do julgamento, da rejeição, da insegurança. Não consegue impor limites, mesmo que isso reverbere em sua saúde mental e emocional, pois o foco central é agradar esse outro, causando um incalculável desagrado consigo mesmo.  


Dessa forma, a frustração passa a ter morada fixa. Os nãos passam a ser menos ditos e os sins ganham foco central, evidenciando prejuízo e anulação.


Os atos de bondade podem ser desenvolvidos. Cultivar essa virtude transforma de forma arrebatadora a nossa vida, assim como a autobondade, respeitando seus limites, seu próprio tempo, sua estrutura interna que tende a ficar bagunçada e totalmente desorganizada com todo o corre do dia a dia.

 

Nos permite sentir paz, fortalece a empatia e nos proporciona uma vida com mais energia.


⚠️Texto escrito para minha coluna Conversas de Dentro, no jornal A Voz da Serra.

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